E daí que eu me prestei a ver essa comédia. Coragem? É... tem que ter. A Ressaca, nome que não tem nada a ver com o título original, é mais um daqueles filmes que vieram pra forçar o riso fácil e sem nenhum conteúdo. Ao meu ver, não tem nem a tentativa de fazer algo diferente e ter conteúdo. Só é mais do mesmo.A história é bizarra, preparem-se: após uma tentativa frustrada de suicídio, os amigos de Lou (Rob Corddry), o levam para a cidade onde faziam festas na década de 80. Os três Lou, Adam (Joan Cusak), Nick (Craig Robinson) e o sobrinho adolescente de Adam, o nerd Jacob (Clarck Duke) fazem uma verdadeira noitada dentro da jacuzzi do hotel, tomando um porre homérico. Acontece que eles acordam no outro dia e descobrem que voltaram no tempo. Básico. A luta, a partir daí, é para passar um dia inteiro sem mudar a forma como os fatos aconteceram no passado, para que o futuro continue sendo do mesmo jeito que eles deixaram. E claro, descobrir como voltar para casa.
O filme até que diverte, e tem algumas sacadinhas engraçadas, sobre a cor do Michael Jackson, por exemplo. Mas infelizmente não vai além disso. Os roteiristas podiam ter pirado na história e feito muito mais comparações de como as coisas mudaram nos últimos 20 anos. Serviria até como reflexão (querendo buscar algum conteúdo sobre o filme). Vendo esse longa é que eu me lembro de como eu admiro o Adam Sandler. Ok, me crucifiquem, mas é verdade. Apesar da comédia rasgada, os filmes dele sempre tem alguma coisa tocante, algo que nos identifiquemos. Um exemplo bem concreto é no filme Click (2006), que eu virei uma manteiga derretida e chorei naquela maldita cena da chuva. É possível que eu chore de novo se eu ver o filme novamente. É um pai morrendo, gente. Até quem nunca teve pai vai ficar sensibilizado. É isso que falta em A Ressaca: sensibilidade. E olha que o filme tinha pano na manga para fazer isso. Quem for ver, preste atenção na história do nerd.




















