Entusiasmado por ter visto O Caçador (The Chaser), um thriller policial coreano que amei, resolvi dar chance para o cinema oriental e assistir outro filme na mesma linha. Mas triste foi o momento em que decidi ver o japonês Murderer (殺人犯).
Escrito e dirigido por Chow Hin Yeoung Roy, a produção é uma bomba. Tudo que eu achei que havia de original e interessante em O Caçador, nesse filme é uma verdadeira, com perdão da palavra, bosta. Acontece que o diretor se perde totalmente, tentando fazer um filme com proporções e características hollywoodianas, mas com recursos e profissionais orientais. Não dá muito certo, não é mesmo? Uma coisa é uma coisa, e outra coisa é... outra coisa.
O roteiro, fraquíssimo, lembra o filme Se7en - Os Sete Crimes Capitais (Se7en - 1995) misturado com A Orfã (The Orphan - 2009) e O Grito (The Grudge - 2004) . É tosco, mas tosco no último nível de tosqueira. Na história, um policial é arremessado do alto para o saguão de um complexo residencial, todo ferido, com perfurações que parecem feitas por uma furadeira. Em outro andar, o protagonista, o policial Ling (Aaron Kwok) está caído, desacordado. Ambos foram vítimas de um serial killer que estavam investigando. No hospital Ling descobre que perdeu a memória, e passa a lutar contra o tempo para descobrir quem é o assassino. Simples, não? Bom, seria se não tivessem escrito um caso insolucionável, e tivessem de apelar para diversas fantasias e fatos improváveis para responder todas as questões que levantaram. Tudo é tão ruim, que se eu falar mais, eu estrago as absurdas surpresas.
Se esse filme tiver que ter um destaque, ele tem de ir para o ator mirim que faz o filho de Ling, o pequeno Tam Chun-Yat, que vai garantir ótimas risadas. Há também algumas imagens interessantes, como as paisagens japonesas, e o sangue falso que eles usam, que de tão vivo parece tinta vermelha.
Eu aconselho esse filme ao meus piores inimigos, nunca fiquei tão irritado vendo algo. Mas quem tem o péssimo gosto de se divertir com coisa trash japonesa, vai em frente. Só me contem o que acharem depois...




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