Assisti o remake do clássico O Lobisomem de 1941. Posso falar a verdade? É decepcionante. A montagem é tão ruim, que constrói um clima bem "meia-boca", não empolgando nunca, mesmo com várias sequências lembrando o Drácula de Bram Stoker. É mais uma produção que não tinha necessidade de ser feita, não traz nada de inovador para o original. Não acrescenta. É mais uma obra originada na crise de criatividade que Hollywood passa.
A história é a mesma, Lawrence (Benicio Del Toro) é um ator bem sucedido que larga sua companhia de teatro a pedido de sua cunhada (Emily Blunt), e volta a sua cidade natal para investigar a morte de seu irmão. Na cidade, a família dele é vista com maus olhos desde a morte misteriosa de sua mãe, e seu excêntrico pai (Anthony Hopkins) também não ajuda. Depois disso é "vira-vira homem, vira-vira lobisomem" para tudo que é lado.
O problema da produção é que os efeitos são péssimos, como as risíveis transformações do lobisomem (que mais parece o Chewbacca) e as atuações que deviam ajudar, atrapalham. Claro que tem o Anthony Hopkins e ele está sempre bem, etc, mas nem isso salva o filme. Hugo Weaving praticamente não existe. Emily Blunt dá vontade de esfregar a cara com um esponjão de aço, é sério, ela repete o nome Lawrence duas vezes por fala. Por fim Benicio Del Toro na sua pior performance. Não sei o que o diretor Joe Johnston (Jumanji) pensava ao dirigir esse longa. E meu medo em relação a ele não para por aí, porque ele está assinando a direção do filme do Capitão América. Baseado no que vi nesse remake, já sei o que posso esperar, e não é coisa boa...
Não recomendo O Lobisomem, pois o filme não serve para nada. Não empolga, não assusta, não comove. Caça níquel.





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